Festa de Nossa Senhora do Carmo em Morro do Fogo - Érico Cardoso








Agradecimento do Padre Rinaldo a Dom Armando - Encerramento da visita Pastoral!

Excelência Reverendíssima,
“O tempo deixa perguntas, mostra respostas, esclarece dúvidas... Mas, acima de tudo, o tempo traz verdades”. Essa frase, que não é de minha autoria, aplica-se muito bem ao que vivemos, em Dom Basílio, do dia 02 até hoje.
Começamos a Primeira Visita Pastoral, com uma série de indagações, frente à realidade paroquial que tínhamos e temos diante dos olhos. Do nosso Bispo, recebemos respostas, conforto, encorajamento, esclarecimento de dúvidas e propostas, nestes dias tão bons e, por que não dizer, tão bem vividos. No entanto, qual é a verdade ou... quais são as verdades que o tempo da Visita Pastoral nos trouxe?
Começo pelo nosso primeiro contato à entrada da cidade, dia 02, quando eu disse “seja bem-vindo”. Vossa Excelência, de imediato, respondeu: “eis-me aqui”. Essa expressão de disponibilidade tão sua, que é ensinada, sobretudo aos crismandos, por ocasião da celebração da Confirmação, o seu “eis-me aqui”, naquela hora, solidificou ainda mais minha convicção de que não estamos sozinhos, somos rebanho com pastor próprio, presente, que sente e vive a nossa vida de rebanho, pastor que tem o cheiro das ovelhas, e que pastor!
Depois de tantos cumprimentos, embalados pelos dobrados da Lira dos Artistas, descemos avenida abaixo. O sol fazia o nosso rosto arder, mas era como se o calor penetrasse também nossos corações e nos aquecesse ainda mais para os grandes dias. Muitos de nós tivemos que nos esforçar para acompanhar os passos do Bispo, meio apressado. No entanto, sua celeridade, Excelência, não foi o bastante para ignorar cada idoso ou doente que, naquela auspiciosa tarde, pôde ser, individualmente, cumprimentado pelo seu Bispo, quando, talvez, o máximo que se esperava fosse apenas vê-lo passar. O sol, que confundia nossos olhares, não foi capaz de ofuscar o de vossa Excelência para ignorar os que estavam às portas ou às janelas ou sacadas das casas: um aceno, um sorriso, todos se sentiram cumprimentados. Numa feliz coincidência, aqui neste adro, celebramos a Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, colunas da Igreja, quando, na homilia, Vossa Excelência nos fez ver que, também nós, por causa do nosso Batismo, somos colunas da Igreja, talvez de segunda ou terceira ordem, mas sempre colunas.
Estava iniciada a tão alardeada Visita. Como foi bom ver cada encontro, participar de cada celebração, observar cada gesto, ouvir cada palavra e falar com nosso Bispo como se pode falar em família, com liberdade e espontaneidade. Foram dias intensos, durante os quais se desdobrou o programado e se acolheu as surpresas. Com palavras certeiras, Vossa Excelência cumpriu sua missão, específica para estes dias, tocando em pontos particulares da nossa vida eclesial e também social, manifestou sua preocupação com os problemas não só da nossa Paróquia, mas que afetam a vida dos dombasilienses como a um todo. Penso que vivemos e tivemos a amostra de uma Igreja em saída.
Da nossa parte, não sei se deu tudo certo, não sei se saiu a contento, não sei se o Bispo vai embora feliz. Acho que sim. Mas a verdade destes dias, tempo precioso, trago comigo, e agora faço questão de expressá-la: temos um excelente e grande Bispo diocesano, aquele que olha por cima, não para dar o comando das ações, mas para contemplar o todo, o conjunto das situações e, a partir do seu olhar, destinar o cuidado específico, personalizado, impulsionado pelo amor que vem de Cristo. Essa verdade, diuturnamente construída em treze anos de convívio, vê-se corroborada por esta Visita Pastoral, e valeu a pena!
Valeu a pena falar incansavelmente desta Visita; valeu a pena aguardá-la, antevendo surpresas, frutos do acaso; valeu a pena realizá-la, alterando nossos horários, deixando atividades e encontros para depois, fazendo o nosso amor esperar um pouco mais por notícias e até mesmo ter a impressão de que, com a Visita Pastoral, caiu no esquecimento; valeu a pena deixar os medos de lado e encher nossas almas de contentamento, como se tudo, absolutamente tudo, estivesse bem. Ainda mais, valeu a pena viver esta Visita presidida por Dom Armando Bucciol, a quem, orgulhosamente, podemos chamar de “nosso Bispo”. É justamente ao nosso Bispo, nesta hora de indesejável encerramento, que queremos dizer muito obrigado!

Obrigado, Dom Armando! Obrigado por tantas coisas: tantas ações, tantas palavras sábias e de encorajamento, obrigado por cada gesto, cada celebração, cada abraço, cada admoestação, cada sorriso, cada afago! Obrigado pela tolerância e acolhida do que lhe foi proposto. Entretanto, ... muito mais obrigado pela presença, nestes dias tão solenes e tão simples; oficiais como devem ser, mas tão íntimos, como a natureza do ser família pede; tão diferentes, porque foram de presença jurídica, mas tão nossos, porque pudemos confraternizar um pouco mais, e é tão bom quando isso acontece!
Porque o tempo não para, chegou a hora da despedida. Ela nos emociona, contudo não nos entristece, porque temos a certeza de que se, por algum motivo, no desenrolar desta noite ou dos dias e noites que virão, algum de nós ou... qualquer um de nós, por menor que seja o motivo, necessitar do nosso Bispo aqui, na primeira hora, de noite ou de dia, ele virá e prestará, a quem quer que seja, o cuidado necessário, qual bom pastor à sua ovelha. É maravilhoso ter essa certeza, dom Armando; e nós a temos, porque temos um grande Bispo.
Muito obrigado!
Dom Basílio, 16 de julho de 2017.
Pe. Rinaldo Silva Pereira

                                                                                                                                    - Pároco-

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